Dicas de Myanmar. Pequeno manual de planejamento.

Dicas de Myanmar. Pequeno manual de planejamento.

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Para continuar (e retribuir) a corrente amiga mochileira que sempre contribui com aquela informação preciosa, eis algumas dicas de Myanmar, que a gente acha que pode te ajudar um montão. Se você quiser saber quais foram nossas impressões gerais do país, dá um clique aqui.

Visto para Myanmar

Pedimos (e pagamos) o pré-visto pela internet através do site. Foi super rápido e recebemos o retorno em um dia útil. Chegando lá foi só apresentar o papel na alfândega e recebemos o carimbo com a autorização de entrada. Bem prático!

Hospedagem em Myanmar

Reservamos todos os hotéis ainda no Brasil (pelo Booking e com ar-condicionado!), inclusive porque é necessário informar pelo menos um endereço na solicitação do visto. Adoramos fazer couchsurfing e usar o Airbnb, mas infelizmente em Myanmar é proibido ficar na casa de locais, apenas em estabelecimentoss cadastrados.

As instalações nos surpreenderam positivamente! Em Mandalay e Yangon ficamos em hotéis medianos, mas em Bagan, cidade mais turística, as opções mais baratas já estavam lotadas, por isso precisamos ficar em um hotel mais caro, mas que valeu muito a pena! Ótimo atendimento e excelente acomodação! Vejam todos os hotéis clicando no nome das cidades.

café da manhã no zfeeti
Café da manhã no Zfeeti

Deslocamento Internacional

Fomos de Air Asia nas duas vezes, partindo ou com escala em Bangkok, e é um bom custo-benefício! Pra quem não conhece, Air Asia é a companhia de avião low cost (custo baixo) do Sudeste da Ásia. E preste bem atenção nesta nossa dica de Myanmar: não é aconselhável entrar por via terrestre em função dos muitos conflitos com minorias étnicas que ficam nas fronteiras.

Deslocamento interno

Como parte do nosso turismo consciente, optamos por deixar as companhias aéreas de lado, pois todas são do governo e acabam financiando o regime da ditadura. Além disso, o ônibus nos permite conhecer um pouco mais da realidade local. Compramos os bilhetes ainda no Brasil através de uma agência que uma amiga já havia usado e eles foram entregues nos hotéis em que ficamos.

Não conseguimos achar informação sobre as companhias de ônibus na internet e só soubemos qual companhia era lá mesmo. Acho que até o último momento eles ficam tentando otimizar a alocação dos passageiros nos vários ônibus! Tem que ir na confiança mesmo!

Em um dos trechos, descobrimos que a nossa van de transfer até a rodoviária na verdade era o próprio ônibus! Imagino que tenha dado menos gente e eles remanejaram o pessoal. Não reclamamos, acabou sendo até mais confortável, e eles ainda nos deixaram no hotel. Em outro trecho, o transfer nos levou até a rodoviária  do destino e de lá nos viramos para chegar no hotel.

É bom levar um casaquinho (no ônibus faz bastante frio) e comidinhas (os ônibus fazem paradas rápidas em alguns pontos, mas não espere um Frango Assado! Por isso, sempre vale ter algo à mão. Outra coisa que nos ajudou muito foi o tapa olho para dormir (sério!).

Dentro das cidades, o melhor é se deslocar a pé. Se precisar fazer distâncias maiores, há bicicletas para alugar, além de mototáxis e táxis. Chegamos a pegar ônibus também, mas nesse caso é melhor se informar com algum local antes!

bike em mandalay
Bike em Mandalay

Post relacionado: Impressões gerais de nossa viagem para Myanmar

Religião – Budismo em Myanmar

Esta é uma das dicas de Myanmar mais importantes. Muito importante se informar sobre as questões principais antes de ir! Vale a pena conhecer um pouco da história de Buda previamente, pois ajuda a entender as pessoas e até mesmo os símbolos dentro dos templos. Apesar do budismo ser a religião predominante em muitos países da Ásia, em Myanmar os costumes são um pouquinho mais rigorosos. Sempre (sempre!) tire o sapato ao entrar em um templo e nunca sente de forma que seus pés apontem para o Buda. Mulheres não podem tocar os monges.

chinelos das monjas myanmar
Chinelos das monjas todos bem enfileiradinhos

Roupas e outros acessórios

Faz bastante calor, então é importante usar roupas leves. Diferentemente de todo Sudeste da Ásia, não há muitas opções de serviço de lavanderia por lá. A população local costuma andar sempre com as pernas cobertas. Camisetas de manga curta estão ok, mas blusinhas de alcinha ou com decotes não são usadas. Os birmaneses entendem que os turistas se vestem de forma diferente e não vimos ninguém reclamar por causa de uma bermuda longa, mas turismo consciente também é respeitar esse tipo de costume local.

no templo com calça e descalço
Dentro do templo com calça comprida, mas descalço

Vimos algumas mulheres andando de regatinha e/ou shortinho sem ninguém reclamar, mas nós mesmos achamos uma falta de respeito. Se na rua acaba passando, com certeza nos templos esse tipo de vestimenta não é permitida. Nos locais religiosos, joelho e ombro devem estar sempre cobertos. A dica é carregar um casaquinho bem leve e uma calça-bermuda com zíper.

Assim, como até mesmo fora dos templos é aconselhável usar roupas mais comportadas, no final das contas você já está de calça ou de saia longa e fica faltando cobrir só a parte superior.

Idioma

O alfabeto é totalmente diferente do nosso e fomos preparados para muita dificuldade de comunicação, já que nem o Google Tradutor tem a opção do birmanês. Mas o país já foi dominado pelos britânicos e o inglês é a segunda língua aprendida na escola. Apesar disso, não espere ter diálogos que fujam muito do básico ou de assuntos principais como ponto turístico, hotel etc.

alfabeto birmanês
Alfabeto birmanês

Comida

Este era um receio, pois eu, Carol, sou alérgica a frutos do mar! O jeito foi colocar no nosso guia pessoal um desenho de frutos do mar caso o mimiquês fosse necessário! Mas no final das contas, não tivemos problemas. Há muitas opções de frango e porco, além de vários pratos vegetarianos! Também é possível achar algumas opções ocidentais para quem estiver muito necessitado (pizza, fritas etc).

noodles com legumes myanmar
Noodles com legumes

Internet em Myanmar

Todos os hotéis tinham wifi funcionando bem. Enfrentamos lentidão uma ou outra vez e nenhum tipo de censura.

Dinheiro

Essa é uma daquelas dicas de Myanmar que quase todo mundo quer saber. Dólares e euros podem ser trocados no aeroporto, em bancos e casas de câmbio na cidade, sem grandes diferenças em relação à cotação. As notas precisam estar em muito bom estado, pois qualquer rasbisco ou rasguinho é motivo para devolução, como aconteceu conosco algumas vezes! Algumas séries de dólares também não são aceitas. De acordo com um guia com quem conversamos, houve um boato local sobre séries específicas que podem ter sido falsificadas, então elas dificilmente são aceitas. Mas, não sá pra saber de antemão quais séries são essas. 🙁

Custo da viagem

Myanmar não é tão barato como muitos dos países asiáticos. E pelo que pesquisamos antes de ir, os preços têm subido constantemente. Gastamos uma média de 110.000 quiats (R$365) por dia para o casal, sem fazer muitas renúncias, mas sem luxo também! Esse valor não inclui as passagens áereas e compras, mas considera hospedagem, ônibus, passeios, refeições etc.

comida de rua em Yangon

É claro que dá pra gastar menos. Hoteis mais distantes do centro, quartos coletivos, viagem em baixa temporada e até algumas comidas de rua, que existem, mas não são tão convidativas como na Tailândia, por exemplo.

Guia

Costumamos fazer um guia próprio com as coisas que pesquisamos durante os meses anteriores à viagem: das informações de reservas e passagens até algumas frases locais e dicas garimpadas em fóruns. Além disso, levamos o Lonely Planet, que ajudou bastante!

Para começar a viajar antes de ir

  • Um filme: Além da liberdade
  • Um livro (que também é uma série): Não conta lá em casa
  • Um quadrinho: Crônicas Birmanesas

E ficamos por aqui com as nossas dicas de Myanmar pra você aproveitar um montão sua viagem. No próximo post, vamos falar de Mandalay, a cidade que deixou uma saudade enorme na gente!

Carolina e Marcelo toparam o desafio de contar pra gente como foi a viagem. Eles são “Gente que Ama Viajar”. E você, também ama viajar?

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