Nossas primeiras impressões sobre a gigante China

Nossas primeiras impressões sobre a gigante China

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Rio de Yangshuo
Rio de Yangshuo

Confesso que nossas primeiras impressões não foram muito surpreendentes. Todo mundo sabe alguma coisa a respeito do país e nós ainda tínhamos algumas informações de um casal de amigos, a Mari e o João, que vieram pra cá no ano passado.

De qualquer forma, mesmo não surpreendendo, a China pode chocar.

Entramos no país por Hong Kong (HK). Mas, não posso falar das nossas primeiras impressões . A primeira é que HK não é parâmetro. Ela foi colônia britânica por 155 anos e em 1997 desenvolvida para China. E por conta dessa influência, HK é uma cidade bastante ocidentalizada e diferente do restante do país.

Assim, esperamos até passarmos rapidamente por Guangzhou (onde pegamos o avião até Guilin) e chegarmos em Yangshuo, uma cidadezinha no sul da China perto de Guilin.

Depois das rápidas passagens por Guangzhou e Guilin e de conhecer por algumas horas Yangshuo, aqui vão nossas primeiras considerações.

A China mais parece um trator. Correndo muito rápido para se tornar a grande potência que tantos prometem. Economia, rede de transportes, construção civil. Tudo acontecendo a mil por hora, como se não houvesse amanhã. Sentimos muito isso em HK, claro, mas também em Guangzhou, uma cidade enorme, com um aeroporto gigantesco embora ainda subutilizado.

Muitas construções por todas as cidades que passamos até agora
Muitas construções por todas as cidades que passamos até agora
Hong Kong
Hong Kong
Trem Hong Kong - Guangzhou
Trem Hong Kong – Guangzhou

Também percebemos essa correria toda na forma como os caixas do supermercado nos atenderam, como as vendedoras ambulantes tentam vender seus produtos, como as pessoas andam nas ruas e como entram e saem dos carros do metro. Mesmo nós que somos brasileiros, ficamos perdidos no meio desse corre-corre. O desespero da caixa do supermercado quando eu tentava entender as notas para pagar pela compra foi realmente assustador.

Diferentemente do que lemos e ouvimos, achamos as pessoas na China bem amigáveis. Pra ser sincera, lembro de uma ou duas vezes em que formos tratados de forma mais seca por alguém. Lembro de um funcionário do supermercado e motorista do ônibus e só.

Engraçada é a curiosidade que eles têm sobre nós, ocidentais. Vimos poucos turistas do nosso lado por aqui, mesmo em HK que diziam ser super cosmopolita. Só se for cosmopolita de povos asiáticos. Várias vezes nos pegamos observados por crianças. Elas ficam paradas, olhando fixamente pra gente… O que será que elas pensam? Engaçado também foi uma meninas me abordando na barraca de doces pedindo pra tirar uma foto comigo! Como ela não falava inglês, não consegui descobrir o porquê, mas tive meus cinco mindinhos de fama!!!

Olhar misterioso pra gente!
Olhar misterioso pra gente!

Poluição parece ser um problema bem sério aqui. Em HK, foi quase impossível enxergar os picos dos prédios e Guilin parecia uma cidade com ruas de terra. Não vimos muita gente ainda usando aquelas máscaras, mas dá pra ver claramente as nuvens de poluição encobrindo o horizonte. Triste!

Aqui trânsito e a multidão de pessoas têm suas similaridades. Ambos são caóticos. As ruas são muito lotadas, bem aquelas cenas que a gente vê na televisão (isso porque nem chegamos em Pequim). E muito barulhentas também… e o barulho vem tanto dos carros, que buzinam o tempo inteirinho e pra tudo; quanto das pessoas, que falam alto e gritam muito. Esse costume de gritar é tão presente que sempre ficamos em dúvida se é briga ou não. Na maior parte das vezes, é bem agressivo para os nossos parâmetros latinos. Mas, agressiva mesma é a forma como eles dirigem: não respeitam os sinais de trânsito, invadem com muita frequência a contramão (mesmo na estrada a 90 km/h).

Multidão em Yangshuo
Multidão em Yangshuo
Carros e mais carros
Carros e mais carros

Parece que o conceito de fila não existe por aqui. Todo mundo se amontoa e quem chegar por último é mulher do padre. Outros costumes que eles mantêm por aqui são: cuspir no chão e arrotar em qualquer lugar, vestir os bebês com aquelas roupinhas abertas da cintura até o começo da coluna (elas não usam fraldas e esse modelo de roupa permite que as crianças façam suas necessidades em qualquer lugar), a bacia turca nos banheiros e os andaimes de bambu (mesmo na super moderna HK, os andaimes dos prédios eram de bambu).

Consegui captar rapidamente essa cena!
Consegui captar rapidamente essa cena!
Andaime de bambu
Andaime de bambu

Sabem aquele comentário que a gente sempre ouve sobre os chineses não falarem inglês? É a mais pura verdade! O Sudeste da Ásia dá de dez a zero na China.acho que até agora encontramos só umas três pessoas. Também intrigante a censura no país: além da proibição de sites como facebook e twitter, todos os blogs que têm “blogspot”, “wordpress” e afins no domínio são proibidos. Assim como tirar fotos de quase tudo que não é rua e montanha. Tentamos tirar fotos do cardápio do McDonalds e de uma loja que vende petiscos secos (e em muitos outros lugares) e ninguém deixou…

Esta é a China dos nosso primeiros dias: moderna, ambiciosa, misteriosa, tradicional e amigável! Bem-vindos!!!

Hong Kong
Hong Kong

 

 

3 COMMENTS

  1. Pamela e Paulinho adorando saber sobre Hk tudo mesmo que sempre ovimos falar, muito interessante as vestimentas das crianças tudo muitissimo interessante mas em relação os chineses são então bem diferentes aqui no Brasil ,pois são muito secos .Lindas as fotos e vamoz continuar viajar com vcs.Só uma peeguntinha como conseguiram se virar com a lingua deles . Bjs

    • Oi Marla! Tudo aqui é realmente diferente. Às vezes estranhamos muito, outras achamos graça… Mas, sem dúvida nenhuma, a língua é a maior barreira. Pouquíssimas pessoas falam inglês, quase ninguém pra ser sincera. O que temos feito é usar muita mímica e procurar redes de restaurantes para comer (Burguer King, Pizza Hut), porque eles têm cardápios em inglês. Mas, o impressionante é que quase sempre aparece um anjo pra ajudar, mesmo que ele não fale inglês. No fim, a língua dificulta sim, mas não impossibilita uma viagem pra cá. Mesmo assim, o inglês é importante. Bjs

  2. Tenho que comentar sobre a qualidade das fotos que estão tirando… Estão muito boas! O olhar curioso do menininho observando vocês e o flagra da mãe com o neném mostram uma grande sensibilidade dos fotógrafos… Rs… E as fotos da cidade retratam a loucura desse outro mundo!

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