Siem Reap e impressões finais da cidade mais turística do Camboja

Siem Reap e impressões finais da cidade mais turística do Camboja

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Como chegamos: ônibus de Ho Chi Minh
Quanto custou: 24 dólares/cada
Quanto tempo levou: 22 horas
Gasto médio/dia: 30 dólares/pessoa
Depois de Siem Reap: Luang Prabang, Laos

Onde nos hospedamos: Jasmine Garden Hotel (não recomendamos)
Quanto custou: 17 dólares/dia

 

Infelizmente, não vamos conseguir cumprir o prometido. Chegamos à conclusão óbvia de que será impossível falar do Camboja, já que visitamos somente uma cidade, Siem Reap. Além disso, Siem Reap é um lugar super turístico e não representa o país. Por isso, decidimos abortar o post ‘”primeiras impressões” toda vez que nossa passagem por um país for rápida e se concentrar em apenas uma cidade. Esse será o caso do Laos e da Polônia, por exemplo.

Tudo esclarecido, vamos a Siem Reap. SR para os íntimos.

SR não é a capital do Camboja, mas é a cidade mais importante e mais conhecida internacionalmente. A capital do Camboja é Phnom Penh (se pronuncia ‘pnom pen’)’. Mas, voltando a SR, ela abriga nada mais, nada menos que o super-hiper-mega Complexo de Angkor, um conjunto extraordinário e exuberante de templos construídos entre os séculos IX e XV. Os templos de Angkor são a maior atração turística do país e uma das mais importantes do Sudeste da Ásia. Então, imaginem, como a cidade trata os turistas? Muitooooo bem!

A estrutura é bem parecida com Hoi An: muitos restaurantes ótimos, cafés e lojas de todas as coisas. Trânsito bem menos caótico e uma galera bem mais simpática.

Mercado superbacana para comprar. Fica do outro lado do rio.
Mercado superbacana para comprar de tudo. Fica do outro lado do rio.

A cidade é realmente empoeirada. Mesmo nas ruas mais turísticas e asfaltadas, você vê os vestígios de terra nos cantinhos das calçadas e nas paredes dos restaurantes. Se você prestar bem atenção e estiver de óculos de sol, é possível ver os grãozinhos de terra no ar durante o dia.

Chegando em Siem Reap
Chegando em Siem Reap

As crianças-vendedoras estão mesmo por todas as partes. Nós nos sentimos até meio asfixiados, porque a cada esquina que viramos, encontramos um pequeno grupo de crianças querendo nos vender alguma coisa. Nos templos, esse pequeno grupo dobra de tamanho. E elas são insistentes… Além das crianças, muitos adultos também nos abordaram o tempo todo: “tuk tuk, sir?”; “massage, lady?”; “fish massage?” (esse eu não resisti e fiz, logo mais conto como foi); sunglasses, sir?”e por aí vai… Mas, o mais engraçado foram as senhoras donas das barracas vende-tudo que gritavam pra gente, mesmo do outro lado da rua: “do you want to buy something?” (“você quer comprar alguma coisa?”), ou seja, você é turista e vai querer comprar alguma coisa, qualquer coisa. Essas abordagens são tão freqüentes que existem até camisetas brincando com isso. Não resistimos e compramos uma que diz “No tuk tuk today and tomorrow”.

Essas duas meninas estavam trabalhando junto a mãe dentro dos Templos de Angkor.
Essas duas meninas estavam trabalhando junto a mãe dentro dos Templos de Angkor.

Existe um truque muito comum em SR que é o truque das mamadeiras. Nós não caímos porque fomos alertados por outros blogueiros. Então, sigo minha missão de continuar alertando outros viajantes. Mães com crianças de colo te abordam na rua, te puxam pelo braço, pedindo para você ir até o mercado para comprar leite para os pequenos. Aí, você se comove e vai (afinal, ela está pedindo leite) e quando chega no mercado, o vendedor te mostra um leite mega caro. Você paga (porque já está ali com a criança faminta e chorando e porque está com o coração partido no meio), entrega o leite e vai embora. A mulher então revende o leite para a loja e fica com parte da grana.

De muitas outras maneiras, o país deixa evidente sua condição de país pobre. Conversamos com um motorista de tuk tuk e perguntamos com o que ele trabalha na baixa estação. Pelo que entendemos, ele trabalha em casa, com agricultura de subsistência, uma vez que a economia do país não tem espaço para muitas outras opções de trabalho que não envolvam o turismo. Foram aprendizados como este que nos ajudaram a entender um pouco o porquê do completo desespero dos cambojanos em nos vender coisas. O turismo é “a” fonte de receita do país.

 

Pipa
Pipa
Caminho para Siem Reap
Caminho para Siem Reap

O inglês é realmente muito difundido em SR. Praticamente todo mundo se comunica no idioma. É bem fácil e tranquilo para os viajantes. Além do inglês, a internet também é figurinha fácil. Qualquer restaurante meia boca tem free wifi. Outras utilidades básicas encontradas em praticamente todo lugar: casa de câmbio, caixas ATMs (caixas eletrônicos para sacar dinheiro) e agências de turismo vendendo todos os tipos de passeio. Até soda italiana, eu achei nos restaurantes… por 1,5 USD. Sensacional!

Rua e motos
Ótima infra-estrutura

Falando em valores, achamos a cidade um pouco mais cara que o Vietnã. Mas calma lá, porque comparar com o Vietnã é covardia. O Vietnã é uma verdadeira assumidade no quesito “econômico”. Mesmo assim, não foi difícil encontrar um copo de chopp por 0,50 USD e comida por 2,5 USD. Foi no Camboja que comemos um prato maravilhoso: sweet and sour chicken (frango com pimenta e abacaxi), delicia! Mas, este é um assunto para o próximo post: sugestão de roteiro e dicas maneiras sobre Siem Reap. Até lá!!!

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