Nós dois queríamos fazer um mochilão, só não sabíamos disso.

Nós dois queríamos fazer um mochilão, só não sabíamos disso.

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Estou ansiosa. Este é o meu primeiro post do meu primeiro blog.

Decidi criar este blog para guardar as coisas divertidas, os perrengues e as descobertas que Paulinho e eu vamos viver nos próximos meses durante a nossa viagem para o lado de lá do mundo. Nosso diário de bordo digital. Quero registrar aqui nosso planejamento, os roteiros, impressões, gastos, reflexões e, principalmente, as dicas mais bacanudas que formos descobrindo ao longo do caminho. Bem informal e íntimo. Só para os “chegados”.

E pra começar, achei que seria legal fazer uma retrospectiva, dar uma voltinha ao passado pra contar como tudo aconteceu e como nós chegamos até aqui. Imagino que a história que vou contar não seja um privilégio meu, imagino que outras pessoas vivam situações semelhantes. Se você é uma delas e quiser compartilhar a sua história comigo e com os outros leitores, não fique tímido. A caixinha de comentários está lá no final do post pra isso.

Uma vez eu tive uma ideia. Mas era uma ideia tão esquisita (daquelas que você tem a impressão que se contar pra alguém vai ouvir uma gargalhada tão feroz e cruel que fará você parecer a criatura mais sem noção que o universo já conheceu) que eu mesma dei cabo dela, ou achei que tivesse dado, porque descobri que a mantive bem quietinha na minha cabeça.

O Paulinho, meu marido, um cara com alguns pinos fora do lugar, não tinha exatamente a mesma ideia, mas parecida. E também nunca teve coragem de compartilha-la. É estranho a gente se dar conta de como escondemos, mesmo das pessoas mais próximas e queridas, as coisas que a gente quer. Que bicho é esse que nos alimenta de medo e insegurança quando qualquer coisa “menos normal” passa pela nossa cabeça?

E foi necessário um empurrãozinho do destino, uma situação muito específica acontecer na nossa vida, pra que nós dois começássemos a dividir essas ideias entre nós. E com muito cuidado (como se estivéssemos em um confessionário), um pouquinho por dia fomos revelando os detalhes desses dois segredos muito bem guardados. Engraçado que o que mais nos assustava também mais nos encantava. O que mais nos angustiava mais nos motivava. “Como assim alguém pode compartilhar dessa minha ideia?”

Enquanto as duas ideias eram mantidas em segredo, tínhamos domínio absoluto delas: podíamos alimenta-las ou prende-las quando quiséssemos. Mas a partir do momento em que nós dois conhecemos um a ideia do outro, elas deixaram de ser propriedade exclusiva e ganharam sócios. E aí é que desandou de vez! Naquela nossa situação, o mais sensacional foi descobrir que as duas ideias juntas eram muito mais legais que separadas. E que, com alguns ajustes e algumas concessões (afinal, somos uma dupla), era possível tirar a ideia do papel!

Era possível fazer um mochilão. Tirar um ano sabático e viajar pelo mundo!!!

Mas o tal medo de “largar tudo” era grande. Foi quando começamos uma viagem pelo mundo dos blogs: blogs de viagem, de felicidade, de auto-conhecimento. Com a ajuda dessas pessoas que nem conhecemos, e de outras tantas que conhecemos, o medo deixou de “amedrontar por amedrontar” para ser parte do processo. A ansiedade que “largar tudo” gerava tinha que existir. Porque era nela que nossa experiência começava.

E foram meses na discussão dos prós e contras. Até que:

  • “abrir mão do emprego e da estabilidade financeira é abrir mão de conquistas temporárias, afinal, para se perder emprego e dinheiro só é preciso tê-los. Eles são frutos (e não raízes) e podemos consegui-los outra vez.”
  • “abrir mão dessa experiência é abrir mão de uma conquista pessoal e, por isso, permanente.”

Então, do que estávamos dispostos a abrir mão? 

E como para toda escolha se faz pelo menos uma renúncia, nós sabemos que quando voltarmos a vida será diferente: sem trabalho, com pouco dinheiro, começando de novo. Muito provavelmente não será fácil, mas estamos dispostos a pagar pra ver.

Vamos fazer um mochilão. Decisão tomada, é hora de partir para próxima etapa. Porque se tem uma coisa que nós nos empenhamos em fazer é botar nossos planos pra funcionar.

UPDATE: Clique aqui para ler as 10 coisas que nós aprendemos já no primeiro mês da viagem. Aqui, você pode ler o desabafo do nosso último dia de mochilão. E veja aqui nosso balanço depois de um ano do começo da viagem. Ah! E aqui, as 10 perguntas que nós mais respondemos sobre mochilar.

9 COMMENTS

  1. Ahhhh…. a amiga aqui já to chorando só de ler o primeiro post!! Querida vivam esse sonho da maneira mais intensa possível!!!!! Tenho certeza que vai ser incrível!!

  2. e pronto… agora é só viver essa escolha.
    Por favor, quando passarem pela Itália elevem um pensamento aos céus por mim…amo aquele lugar lindo, de pessoas lindas, de comida linda, de música linda…
    Agora, se passarem por Assis…falem comigo antes.

    Beijo e aproveitem tudo

    • Mara!! Nossa, que saudade!
      Em nosso roteiro inicial, por enquanto não tem a Itália (porque queremos no futuro fazer um mochilão só por ela), mas se incluirmos com certeza, você será avisada. Super agradecemos o carinho!:)

    • Oi Teresa, que delícia falar com você! Fico feliz que você tenha gostado. Muito obrigada pela energia. Felicidade realmente é a motivação da nossa aventura!!

  3. Uauu!! Que verdadeiro “pulo do gato”!! Gostei!! Linda escolha, essa vida é feita de coisas lindas, não de coisas iguais.. Nota 10 pra vocês dois!
    Proteção, Segurança e Bons Caminhos!!

    • Guilherme, agradecemos super pela energia positiva e torcida! Continue acompanhando a gente aqui. Amanhã, o post será sobre o roteiro. 😉

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